Crônicas Soteropolitanas 2


Não! Não tenho nada contra os buzus e nem contra os passageiros não vu velho. Já vou logo dizendo que é para não falar que não falei nada. E falo logo para não me tirarem... Diga se não é? Se isso não acontece e nem é dia de jogo nem nada...
Veja você! Tô eu voltando para minha casa no meu coletivo corporativo de alta densidade, famoso buzu. Já era por entre 19, 20... 22h da noite, o mesmo lotado que se respirasse tinha que pedir desculpas porque acabava empurrando alguém. Mas graças ao meu bom Deus eu estava sentado neste dia, quero dizer naquela noite – sei que você entendeu – e o povo estava até ordeiro.
Todos quietinhos, cada um na sua e tal (creio que todos estavam cansados do pau que deram naquele dia) Oxente!! Baiano trabalha! Se liga! Fique aí nesta tua onda...
Já se passaram 30 minutos do local donde peguei o coletivo quando, do meio do buzu, falo do meio mermo parece que de forma estratégica o individuo sentou ali e me tira da sacola uma caixa de som. Veja você, não foi um radinho, muito menos um celular, foi uma caixa de som e como se só tivesse ele no transporte ligou a parada.
E ai só deu ele. Só tocou as parada de sucesso. Da periferia a alta roda da musica de gueto. Um tal ‘de “corri corri”, “amassa a lata” “que lá vem manhinha” “que é gordinha mas é..”. “ai ai ui ui ui ui.. “ não sei dizer muito bem o conteúdo das letras era tudo merma coisa. E como já não bastasse o som alto, ele começou a batucar. E não só isso como cantava junto.
Alguns passageiros revoltados começaram a comentar, ’como é que pode isso...?’ ‘Uma hora dessas...?’ Só não vou lá reclamar porque sei lá, daqui a pouco ele esta armado.., Já outros que sentavam nos primeiros bancos ligaram os celulares e colocaram nas alturas tocando musica gospel. Eu estava me sentindo numa boate do tamanho de um banheiro, as 20 e poucas da noite tendo que participar de um jurado de auditório... E isso durou a viagem toda.
Acho que poderíamos organizar isso não é? Fazer um concurso de melhor animador de buzu algo assim. Ou então dividir fazer um buzu leito e o ‘Buzu Fast Dancing Palácio do “Arrojagode”’. Emoção em dobro para quem quer viajar do trabalho para casa com toda emoção que os coletivos oferecem com direito a casadinha e tudo. Eu creio que iria bombar.

4 comentários:

Jamberê Cerqueira disse...

Esse é um problema de todos nós soteropolitanos ( e por que não de todo brasileiro) que depende, como eu, desse meio de transporte. Sempre que passo pela Calçada, vejo os camelôs lotados com esses mp450, sinal de que estão vendendo e que tendência para a situação é piorar cada vez mais. Não sou contra o gosto musical de cada um, acho até que isso deve ser preservado; muito menos culpo os DJ's de ônibus. Porém, poluição é uma coisa que não deve ser tolerada de maneira alguma, principalmente a sonora. Como se já não bastassem nossos vizinhos e seus carros de sons pelos bairros...

BEM CASADOS BY JOSY & CIA disse...

Na verdade observo tudo isso como fruto do nosso nível cultural.Uma vez que o meu direito(ou o deles) acaba quando o de outro começa.

Tetê disse...

Muito bom!!! Rsrs
Realmente isso tem sido um problema constante. Infelizmente somos obrigados a ouvir bagaceiras.

DANILO GOMES disse...

Aproveitando o seu baianês, a vontade que dá é gritar "desliga essa mizera"!!!