Tão perto do seu, tão longe do céu.


Você já parou para notar quanto esforço desnecessário, quanta gana é exaurida quanta grana é consumida, quanta alma desgastada, desgraçada, destroçada para se chegar a uma distancia que apenas com um quarto de força seria necessário? São percorridas grandes distâncias, suando e esmurrando o ar e não se nota a loucura que é se puxar a carroça com os animas pelo lado oposto. Sé há muita disposição para se correr atrás de coisas, coisificando a vida conjugando “meu só” antes de todos para não ser um com alguém. Quanta energia desperdiçada em movimentos de força alteando bandeiras e placas declarando comunhão, mas pelo outro lado se vê as mãos dos ditos parceiros, que simultâneas molham cada uma o seu pão em um único prato de sopa e com esta mesma mão que segura a face do amigo ao beijá-lo o outro lado do rosto quando o trai.
Longe do céu distante dos seus, afastados de Deus, mas perto do seu. Dos seus bens,  do seu ‘me basto’. Agindo então como se cheios e movidos a gás metano, produzido pelo monturo dos proprios conceitos e de que o importante é “que sou doutor fulano de tal” e não o que “posso fazer para o outrem com o que realmente sou”. O Chamar o outro para a ciência da sua autoridade – “VOCÊ SABE COM QUEM ESTA FALANDO?” é tida como a essência do ser.
Sempre ferozes e corajosos em defender tudo, tudo que trás prazer, que apraz, atrai. Prazer que não mede se o outro poderá sofrer. “O que? O outro? Sofrimento? Que é isso? No  meu mundo de Alice metralhei o chapeleiro maluco que me perturbava o juízo e dinamitei o coelho azoado que não ficava quieto, porque QUERIA MINHA PAZ”.
Cada um no seu quadrado, retângulo, triangulo não importa. Que seja na ilha do “eu sozinho”. ‘Minha vida, meu eu, meu deus... Meus deuses!?’ Este faz o que se quer afinal ‘ele é Pessoal Intransferível LTDA’ até que dure a pilha. Mas o que fazer quando acaba a pilha o que é feito? Quando esta acaba descarta-se e compra-se outro deus que me satisfaça.
Será que realmente chegou aonde se queria coisinha, coisinho? Meu irmão sem nome, João sem braço, coisa quebrada?
Eis que está há porta e bate. Quem é que bate?
Porque não abrir para descobrir? Saia da concha. Quando realmente abrir a porta ira notar que Este não veio para lhe satisfazer as suas vontades, mas veio sim para lhe dar sua paz sendo esta sem igual e dissonante, porem harmoniosa paz. Notará que as conquistas virão, mas as dores serão inevitáveis, não terá que evitá-las, na verdade Nele há solução. Sentirás realmente que é um Bem-aventurado. Este que está à porta na verdade tem realmente algo para você e de grande excelência, só que para obter se é requerido algo, apenas isso, relacionamento integral.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sr. Luciano Lemos, esse seu texto foi quase que integralmente copiado por um membro do grupo "Muritiba Cidade Serrana", no facebook, sem qualquer referência ao seu nome. O grupo é fechado. Será necessário ser aceito como membro para ler a postagem, cujo link vai a seguir:

http://www.facebook.com/groups/437430592954654/480827351948311

José Roberto Rocha - Muritiba (BA)