Bom dia Dai – Nossa Humanidade?


lixo-chuva
Bom dia Dai
Diga-me uma coisa amiga porque as pessoas não se importam com as outras?
Agente passa pelas ruas e olha a sujeira, a podridão...
O menino joga o saco de bala no chão e a mãe reclama. Você ao ver uma cena como essa logo pensa em seu coração, ‘ai uma mãe que educa sua criança’. Mas, logo em seguida esta mesma senhora joga o pito do cigarro, fruto do seu momentâneo prazer, no chão.
Ontem andava pelo vale e encontrei um morador de rua que vivia embaixo de um viaduto e varria a sua casa cantando e dando bom dia para quem passava. Ele se orgulhava de alguma coisa.
Enquanto caminhava fui buscando em meu olhar qual era o fruto daquela alegria. Sobre uma caixa de papelão como se estivesse quarando notei um bife de carne que ele iria cozinhar. E por isso varria a rua como se fosse receber alguma visita. Uma cena atípica do cotidiano da maioria de nós...
Amiga Dai, veja você enquanto tal cena enchia meus olhos notei mais em frente um bar onde pessoas estavam comentando a abertura do que me parecia um novo Shopping na cidade. Ao me aproximar ouvi os sorrisos alegres de mais um copo onde surgiam comentários do Show de abertura do senhor menestrel de uma família seleta que estaria no lançamento deste empreendimento.
Enquanto caminhava ouvia as latas das cervejas jogadas na estrada e as rodas dos carros as rebatendo...
Parei e perguntei para mim qual o sentido daquilo tudo, era a alegria, era a euforia?
Dai eu confesso a você que não compreendo algumas coisas de nossa humanidade...
É né. Talvez seja isso mesmo, a humanidade é isso que ninguém sabe direito...
No fim, retornando para minha casa ao tentar abrir o portão, a chave cai no chão. Ao me baixar para apanha-la vejo meu sapato e noto que o solado estava sujo de bosta. Mas creia não me espantei muito logo de primeira.
Tirei o sapato, entrei em casa, peguei uma mangueira e na hora que ia limpar fiz um analisa mais criteriosa daquela sujeira.
Notei a textura, a cor, a forma foi quando confirmei realmente era excremento, mas não qualquer um, ou seja, não era de um animal qualquer era de gente.

Um comentário:

Larissa disse...

É verdade....